Há seis anos, comecei a lançar mensalmente um fanzine de poesias intitulado FA-DA-DO, que tinha em conjunto um blog homônimo. O fanzine aconteceu com periodicidade durante um ano e o blog existe até hoje (www.fa-da-do.blogspot.com), apesar de algumas pausas e mudanças ocorridas pelo caminho. Mas a partir de certo momento, comecei a me questionar se o nome FA-DA-DO ainda era condizente com a minha poética. Não era.
Fadado quer dizer predestinado; mas o nome era separado por hífens, o que permitia ver um jogo de dados, o destino ou mesmo uma fada voando. Contudo, essas imagens mentais derivadas da palavra (e a imagem, especialmente a fotográfica, passou a ter um lugar central nesse projeto) não eram exatamente o que eu queria evidenciar na minha graduação artística.
Depois de muito procurar, encontrei um termo no meio de um texto que muito me agradou, tanto pelo seu significado (que vi muito além do autor) quanto pela sua sonoridade, que lembra um animal exótico: O Ritornelo. A poesia, música e filosofia do retorno.
Essa estrofe que repetimos nos faz pensar que a música é nossa e que ela é eterna.
